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Visão Mundial recebe Cassiano Luz como seu novo Diretor de Ministérios

Teólogo especialista em Teologia Urbana e Antropologia Intercultural, Cassiano possui vasta experiência profissional e ministerial, especialmente no campo da Missiologia. Foi Diretor Executivo da SEPAL (Servindo aos Pastores e Líderes), Missionário da MEVA (Missão Evangélica da Amazônia) e é o atual Presidente da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras).

Reconhecida organização não-governamental humanitária cristã, que atua no Brasil há 41 anos, a Visão Mundial acredita que as crianças precisam ser protegidas, assegurando o desenvolvimento de seu pleno potencial. Para isso, desenvolve ações que lhes proporcionam um ambiente comunitário e familiar seguros e promove sua participação nas decisões que  impactam suas próprias vidas. 

Grande parte do trabalho de campo da Visão Mundial é realizado em parceria com igrejas cristãs locais que, além de apoio e suporte, oferecem infraestrutura e voluntariado que garantem a execução e os resultados das ações. Pensando em estreitar ainda mais esta importante relação com igrejas e lideranças cristãs interdenominacionais, Cassiano Luz vem somar à Visão Mundial, servindo aos mais vulneráveis com seus dons e talentos, fortalecendo assim a identidade cristã da organização e o compromisso de proporcionar a toda criança, adolescente e jovem, vida em abundância e plenitude de direitos.

Confira a entrevista com Cassiano da Luz, o novo Diretor de Ministérios da Visão Mundial Brasil.

O que espera com a chegada à VM e como se sente?

Sinto-me muito feliz e motivado! Sempre tomei minhas decisões baseado no chamado e direcionamento de Deus, e dessa vez não é diferente. Não tenho dúvida de que vamos viver um tempo riquissimo na relação entre a VM, o movimento missionário e a igreja brasileira! Pessoalmente estou procurando aplicar os mesmos princípios de adaptação que orientam a vida missionária. Por mais que seja um momento de mudança necessária para a organização, é preciso ter postura de aprendiz. A Visão Mundial tem uma história longa e muito bonita, de muitas relizações, e eu preciso aprender com essa história.

Quais os principais desafios?

A organização passa por um momento de transição inevitável, quase como uma reinvenção, depois da redução dos recursos internacionais. Mas eu tenho uma percepção muito positiva do momento, apesar de desafiador. O Brasil como um todo vive um momento de crise, mas eu o encaro como um tempo de oportuidades. Acredito que os grandes avanços nascem das crises. Crises são oportunidades que Deus proporciona para o nosso crescimento. são elas que nos fazem ir além. Não faltam exemplos disso na história, e nos relatos bíblicos. Crises são um terreno fértil para se plantar algo muito bom. O resultado final vai depender basicamente da nossas escolhas sobre quais sementes plantar. E isso me motiva muito. É um bom desafio olhar para o potencial que a Visão Mundial tem, as ferramentas que ela já construiu, e pensar como podemos continuar usando tudo isso para o bem e à serviço da Igreja, que cresceu exponencialmente no Brasil.

Precisamos reinventar os nossos mecanismos de gestão. As ONGs precisam diminuir os seus custos operacionais. Vejo, por exemplo, que quando temos abundância de recursos, tendemos a gastar muito com estruturas. E as grandes organizações tiveram muitos recursos disponíveis, durante muito tempo. Porém a realidade mudou. Precisamos aprender a trabalhar melhor gastando menos. Também é fundamental cultivarmos entre nossa equipe uma relação apaixonada com o serviço, que precisa ser encarado mais como vocação do que como mera profissão.  É o chamado de Deus que nos dá sentido à vida.

E como essa relação Visão Mundial-Igreja pode ser construída? O que uma instituição tem a oferecer para a outra?

Creio que a Igreja e a Visão Mundial precisam uma da outra. A VM é uma instituição qualificada e com as ferramentas necessárias para fazer o trabalho social nas comunidades. Por outro lado, a Igreja tem consciência da sua missão profética e está disposta a fazer o que é preciso para promover o Reino de Deus na terra. Nesse contexto, a Visão Mundial se torna instrumento para que a Igreja seja protagonista desta ação. Há múltiplas fontes de financiamento, mas a Igreja é o nosso parceiro preferencial, pois ela tem não só recursos financeiros, mas também humanos para canalizar para as comunidades que necessitam. Para que esta relação seja saudável, a Igreja precisa entender que a Visão Mundial não é uma agência evangelizadora, mas podemos abrir espaços, atuando como facilitadores nos processos, para que a igreja possa exercer o seu papel evangelizador.

E quais são os planos para este primeiro momento?

A minha prioridade agora é aprender. Conhecer bem os processos e programas da organização também é minha prioridade, colaborar para essa reaproximação com a Igreja, fortalecendo os laços. A VM nunca perdeu sua identidade cristã e ministerial, mas entendo que, por uma série de fatores, essa percepção por parte da igreja ficou prejudicada em alguns momentos. É momento de reforçarmos e reavivarmos essa percepção. A Igreja precisa nos reconhecer como parceiros. Queremos promover uma aproximação mais intencional. Os focos de ação não mudam. Continuamos trabalhando focados na infância, adolescência, juventude, com base na comunidade. Mas, ao mesmo tempo, queremos manter um canal mais aberto com a Igreja.

 

Texto fornecido pelo Departamento de Comunicação da Visão Mundial.

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